Os Caminhos a seguir serão fruto das decisões que tomamos hoje.

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Aquele que se agarra à visão mundana
Não pode entrar no caminho [chin. Tao].

Àquele que não entende realmente, mas diz que entende,
Você não pode falar sobre o caminho.

Aquele que vive no conforto ocioso e que é preguiçoso
Não pode aprender o caminho.

Aquele que acredita em mentes individuais e separadas
Não pode falar sobre o caminho.

Aquele que abandona o movimento e procura a calma
Não pode cultivar o caminho.

Aquele que abandona o ensinamento para investigar a meditação [chin. Ch'an]
Não pode atingir o caminho.

Aquele que depende de palavras e conceitos para explicar o significado profundo do Dharma
Não pode entender o caminho.

Aquele que deseja ser apressado e procura por algo fácil
Não pode ser iluminado pelo caminho.

Aquele que separa o pequeno do grande
Não pode ser iluminado pelo caminho.

Aquele que se agarra ao impuro chamando-o de puro
Não pode conhecer o caminho.

Aquele que não gosta das coisas comuns e simples e,
Ao invés disso, tem uma afeição por coisas novas e especiais,
Não pode tender ao caminho.

Aquele que gosta apenas do simples e superficial
Mas não gosta do detalhado e profundo
Não pode entender o caminho.

Aquele que conduz uma tarefa de maneira superficial e que não gosta de esforço,
O que é contra a disciplina,
Não pode praticar o caminho.

Aquele que atinge um pouco mas acha que é suficiente
Não pode praticar o caminho.

Aquele que tem pouco entendimento mas acha que é suficiente
Não pode atingir o caminho.

Para atingir o caminho,
Apenas transcenda as preocupações, visões e tentações mundanas.

Para atingir o caminho,
Apenas permaneça modestamente e com mente aberta.

Para atingir o caminho,
Apenas trabalhe assiduamente.

Para atingir o caminho,
Apenas aprenda, com professores bons e próximos,
Como compreender o Dharma intuitivamente e, em todos os lugares,
Use o ensinamento experientemente para selar a mente.

(Ou-i, 1595-1653. Adaptado de An Exhortation to be alert to the Dharma. Traduzido por Lok To, editado
por Frank G. French. Bronx: Sutra Translation Committee of the United States and Canada, 1987. Pág. 2-3

Introdução do meu mais novo livro “Tratado de Licitações e contratos no Brasil

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Oi Pessoal. Já tem um tempo que não posto um texto pessoal no blog. Ai vai a introdução do meu próximo livro o Tratado de licitções e contratos no Brasil, que esta para ser publicado pela Editora Ferreira no segundo semestre deste ano.

INTRODUÇÃO

Certa feita li em uma revista que a licitação é “tida e havida como um verdadeiro castelo medieval mal-assombrado, de onde e para onde saem e se refugiam almas penadas, espíritos deformados e aves de rapina.” Acredito que quem nisso acredita o faz por puro, desconhecimento do Estatuto das Licitações, porque encontra dificuldade em interpretar e aplicar a lei por serem leigos na ciência do Direito, e principalmente na interpretação dos preceitos de Direito Público. De tal sorte que esta mal fadada interpretação do procedimento licitatório não é real.

Infelizmente hodiernamente o procedimento licitatório tornou-se um dos meios preferidos de agentes públicos e privados inescrupulosos e corrupitos para se obter vantagens pessoais indevidas às expensas dos cofres público.

O certame licitatório é sem a menor sombra de dúvidas a maneira mais segura de fraudar a Administração, porque é perfeitamente possível manipular qualquer licitação, mediante requisitos de participação, características do produto ou critérios de julgamento injustificados e injustificáveis. Mas tenha certeza de uma coisa caro leitor(a). Isso não ocorrera mais se prestarem muita atenção às lições que ei de ensinar-lhes neste livro.

O procedimento administrativo para composição de uma licitação possui uma que é considerada preliminar de tomada de decisões (fase interna) que vão condicionar o desenvolvimento da fase principal (fase externa), e essa fase preliminar é relevante para o controle da licitação. Não obstante esta fase preliminar (interna ou preparatória) feita com a devida fiscalização,  diligência e planejamento adequado nem sempre é suficiente para prevenir e reprimir as fraudes licitatórias, principalmente porque muitas delas (senão a maioria) são executadas por fraudadores da própria administração Pública ou em conluio com eles.

Compreender os mecanismos que viabilizam a fraude licitatória certamente é o passo mais significativo para o seu combate, visto que, desta maneira, é possível melhor identificá-la, distingui-la e preveni-la e, através dos mecanismos legais ao alcance de qualquer cidadão, principalmente aqueles que querem prestar seus serviços ou vender suas mercadorias honestamente para o Poder público.

Licitar é a maneira mais honesta justa, transparente, ética e coerente de demonstrar aos contribuintes (nós mesmos), quais as formas e os locais, em que estão sendo aplicados os recursos públicos oriundos dos nossos tributos. Permitindo assim que todos possam fazer uma ampla fiscalização das contas públicas, uma vez que os processos podem ser acompanhados por quaisquer cidadãos que desejarem. hodiernamente, os resumos dos contratos são publicados nos Diários Oficiais e em sites oficiais da Administração  na internet.

Ao realizar um procedimento de licitação, a Administração  Pública proporciona aos comerciantes, empresários e prestadores de serviços, a oportunidade de oferecer seus produtos e serviços aos municípios, estados membros da Federação, Distrito federal e a Uniao em igualdade de condições, e isso significa que não devem ser considerados fatores subjetivos, ocultos ou que não possam ser aferidos objetivamente, como preferências pessoais, amizade ou favores, mas sim, a qualificação, habilitação, experiência, know how, capacidade técnica ou operacional e outros fatores, que visam a aquisição ou contratação mais adequada e que melhor satisfaça o interesse público.

Resumindo, Licitar é, exercer de forma clara, objetiva e transparente, nossos direitos e deveres em busca de estabelecer o verdadeiro espírito de democracia e cidadania em nosso dia a dia, proporcionando oportunidades realmente iguais para todos.

O Autor.

Todos contra Cinomose – Votem no Pingo

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Oi pessoal, saudações.

Acabo de escrever o Pingo de chuva na campanha “Cinomose aqui não”.

Ele é o cãozinho da família e esta participando ativamente.

Se tiver muitos votos poderá ser o “Garoto propaganda” da campanha.

Votem no Pingo de chuva.

Copiem e colem este link na barra de navegação e divulguem para seus amigos.

http://www.cinomose.com.br/passeata-virtual/index.aspx?id=424C3D9E-F275-47A4-8460-FF67FBD99C17


Pingo de chuva

Coisas para o meu dono não esquecer;
Passear com o Pingo em uma bela manhã de domingo,
Um bom bingo,
Correr comigo atrás dos flamingos.
- Não deixe de vacinar seu amigo.
A cinomose mata.

A cada 50 Curtir no Facebook a Merial doará uma vacina contra a cinomose.

Vote no Pingo de chuva e ajude-o a ficar famoso e ser o “garoto propaganda” da campanha.

Obrigado a todos.

O Urso e a Panela

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“Um grande urso, vagando pela floresta, percebeu que um acampamento estava vazio. Foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. Abraçou a panela com toda a sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.
Enquanto abraçava, começou a perceber que algo o atingia. Na verdade, era o calor da panela… Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria tirar-lhe a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto urrava, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a panela o queimava, mais ele a apertava contra o corpo e mais alto urrava. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que estava grudado na panela e, mesmo já morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo”.
Ao ouvir esta história de um mestre e amigo, percebi que, em nossas vidas, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos serem importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, queimam-nos por fora e por dentro, e mesmo assim nos mantemos apegados a elas. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos. Em certos momentos, é necessário reconhecer que nem sempre o que parece ser a salvação nos dá condições de prosseguir.
É impressionante como muitas pessoas não têm consciência do sentimento de apego. Apegam-se a idéias, emoções, crenças, hábitos, objetos, pessoas, situações, mágoas, frustrações e – pasmem!- até a doenças. O medo do desconhecido é tanto que ficam presas ao que lhes parece familiar e seguro. Referem-se a tudo com um sonoro pronome possessivo: meu filho, minha roupa, meu emprego, meu modo de pensar, meu trauma, minha crise, meu fracasso, minha gastrite, minha depressão… e por aí vai.
No livro “Alegria e Triunfo”, de Lourenço Prado, o caso de uma senhora que fazia terapia por ter perdido um filho e estar muito abalada. Quando a terapia começou a surtir efeito, ela interrompeu bruscamente. Numa carta ao terapeuta, justificou que não poderia continuar, pois se surpreendeu sorrindo novamente. Como uma mulher que perdeu um filho poderia voltar a sorrir?!! O apego à crença de que nenhuma mãe pode ser feliz se perder um filho impediu-a de aceitar que estava viva e tinha direito à felicidade.
De todos os apegos talvez o mais pernicioso seja aquele que nos faz reter ressentimentos. As mágoas, frutos das expectativas de que o outro deve corresponder aos nossos anseios e fantasias, são sentimentos cáusticos que corroem a vida de quem insiste em alimentá-las. Ao nos defrontarmos com pessoas amargas, insatisfeitas, entregues ao vitimismo, podemos ter certeza de que carregam, como se fossem tesouros, inúmeras mágoas. Muitas vezes transformam esses sentimentos em “meios de vida”, ou seja, recontam suas histórias, as injustiças que sofreram, as ingratidões que receberam, para com isso fazerem jus à simpatia alheia, obtendo a atenção que acreditam necessitar.
Perdão é o desapego da mágoa. É o sentimento de libertação, é o alívio incondicional, é o lenitivo infalível para as mazelas da alma. Ao contrário do que se costuma pensar, perdoar beneficia muito mais o ofendido do que o ofensor. Quando perdoamos, livramos nossos corações de um peso indesejável, de um sentimento corrosivo que nos consome e nos impede de cumprir o Plano Divino de nossa vida na Terra. Carregar indefinidamente um lixo emocional que nos abala e nos faz perder a vontade de ser feliz é uma atitude suicida.
Perdoar é compreender que cada um age de acordo com o que sabe. É admitir que somos todos seres em evolução, mas que falhamos muitas vezes por ainda não estarmos plenamente desenvolvidos. É reconhecer que o agressor, na maioria das vezes, está precisando de mais socorro do que o agredido. É libertar o outro do nosso sentimento desequilibrado, para dessa forma ficarmos livres e leves para prosseguir nossa jornada.
Permita-se ficar curado. Perdoe hoje todos aqueles que, consciente ou inconscientemente, o tenham agredido de alguma forma. Perdoe seus pais, professores, amigos, filhos, cônjuges, etc. Pense que cada um agiu como sabia, dando o que melhor podia de si em cada momento. E, acima de tudo, perdoe-se! Desapegue-se de suas culpas, suas frustrações, seu excesso de autocrítica.
Ame ao outro e a si mesmo, beneficiando-se da magia sublime do perdão que cura e transforma.
Tenha a coragem, a visão e o amor que o urso não teve. Observe e compreenda o padrão de carência que te faz agarrar uma coisa até o “fim”, e tire de seu caminho tudo aquilo que te faz arder além da medida. SOLTE A PANELA!